domingo, 18 de Setembro de 2011

Fábulas de Esopo


Dei por mim há algumas semanas a pensar nas histórias de contos infantis de todos os tempos. Contos de fadas, fábulas, lenga-lengas... etc. Histórias que cada um de nós ouviu na sua infância e que posteriormente vimos adaptadas em cinema de animação. Uma das coisas que me encanta de certo modo é saber um pouco da história de quem as escreveu. Tentar perceber como a pessoa pensava, situa-la no tempo e espaço no seu contexto sócio-económico.
Hoje queria falar de Esopo.


Esopo é um lendário autor grego, que viveu na Antiguidade no séc. VI a.C., criador da fábula como género literário. O local do seu nascimento é incerto, Trácia, Frígia, Etiópia, Samos e Sardes todas elas aclamam esta honra. Eventualmente morreu em Delfos. Os dados referentes a Esopo são discutíveis daí tratar-se mais de um personagem lendário do que histórico.

Sabe-se apenas com certeza é que as fábulas a ele atribuídas foram reunidas pela primeira vez por Demétrio de Falero, em 325 a.C.
Esopo teria sido escravo gago e corcunda, mas dono de uma grande inteligência que foi libertado pelo seu dono, que ficou encantado com as suas fábulas. Ao que tudo indica, ao obter a sua liberdade viajou pelo mundo antigo e conheceu o Egipto, a Babilónia e o Oriente. Concretamente, não há indícios seguros de que tenha escrito qualquer coisa.

As fábulas de Esopo serviram como base para recriações de outros escritores ao longo dos séculos, como Fedro e La Fontaine.

As suas pequenas histórias são de carácter moral e alegórico, cujos os papeis principais eram desenvolvidos por animais. Na Atenas do séc. V a.C., essas fábulas eram conhecidas e apreciadas.


As suas fábulas sugeriam normas de conduta que são exemplificadas pela acção dos animais ( mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da cultura popular para compor as suas histórias.

Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exactamente como os homens! A intenção de Esopo nas suas fábulas era mostrar como os seres humanos podiam agir, para o bem ou para o mal.



Assim como Homero, as fábulas de Esopo faziam parte da tradição oral dos gregos, por isso não foram escritas pelo seu suposto autor. Mais de duzentos anos depois da suposta morte de Esopo é que as fábulas foram reunidas e escritas.



Imagens:
Livro de Esopo
Biblioteca Universitária de Bolonha (Itália) finais do séc. XIV
Referência 1213
72 páginas


Uma das fábulas de Esopo:

O Mosquito e o Touro


Um Mosquito que estava voar, a zunir em volta da cabeça de um Touro, depois de um longo tempo pousou no seu chifre e pediu perdão pelo incomodo que supostamente lhe causava, disse:

-"Mas se no entanto o meu peso incomoda o senhor, por favor é só dizer e eu irei imediatamente embora!"

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Ao que lhe respondeu o Touro:

-"Oh, nenhum incomodo há para mim! Tanto faz ires ou ficares e para falar a verdade, nem sabia que estavas no meu chifre."
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Com frequência, diante de nossos olhos, julgamos-nos o centro das atenções e deveras importantes, bem mais do que realmente somos diante dos olhos do outros.



Moral da História:

Quanto menor a mente, maior a presunção.





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